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Só
Estou acompanhado, estou só.
Estou sozinho, de uma maneira bem pior
Penso que talvez essa não seja
A vida que sempre sonhei
Mas sei que querendo ou não
É a vida que encontrei
Entrei e quero loucamente sair
Deixar pra trás toda essa dor
Mas não é fácil deixar pra trás
A falta que o teu amor me faz
Você voou, já não posso nem te enxergar
Você está muito longe de chegar, e muito longe de algum dia, voltar a me amar
Só espero que você entenda
As distâncias são grandes
não há nenhum cartão que lhe faça sentir como sempre quis
Querida, única, e especial
Mas eu sei que em algum momento
Antes de te deixar
Antes de me afastar
Eu te guardei
No único lugar que julgava essencial
E lá sempre descansará
Como uma velha boa lembrança
De quando o amor me mostrou
A cor das manhãs
Luis Felipe Rocha
Vingadores Guerra Infinita - Crítica

Cominação de 10 anos da construção de universo da franquia que, em tempo, revolucionou o modo de se contar histórias no cinema, derrubou e derruba agora mais uma barreira colocando um “ponto final” em sua cronologia de forma ousada e corajosa
Guerra infinita traz a tona a união de todos os personagens do universo cinematográfico do estúdio, e apresenta a seu público a ameaça traçada desde o primeiro Vingadores de forma aberta e transparente
O filme herda a direção e estilo de soldado invernal, os irmãos russo trazem toda a carga dramática e intrigas pessoais de cada núcleo de união dos heróis, o encaixe não perfeito, mas necessário para um avançar sem precedentes da história, trazendo de volta às cenas de batalha compartilhada famosas nos dois primeiros vingadores, elevada a sua máxima potência. A direção é marcada por isolamentos de cada herói, uma luta por vez, um desafio e um herói por vez, aspecto que acaba freando a dimensão do problema apresentado, e isso se estica pelo filme, um herói contra Thanos, uma consequência, e uma cena coletiva, 2:36h de filme que acabam por beirar o massante tamanha a repetição de estrutura da direção.
uma fotografia devidamente escondida mas que tem seus momentos para brilhar, a paleta de cores de cada núcleo conta a história por si só, e auxilia o filme a chegar em seus momentos épicos juntamente com a trilha sonora pontual de Alan Silvestri trazendo a emoção outrora com a trilha decorrente e o tema clássico da equipe intercalando entre si.
As atuações e dramas pessoais mais marcantes ficam por conta de Robert Downey Jr, Josh Brolin, Zoe saldana e Paul Bettany e claro com tantos atores em tela seria difícil sobrepor algum, mas todos os heróis e especialmente o elenco de apoio de cada herói tem sua utilidade e desenvolvimento, fato positivo visto a quantidade de personagens no longa.
Thanos figura no panteão dos melhores vilões da Marvel Studios, páreo não tão difícil mas não menos merecido, o desenvolvimento de seu drama pessoal traz uma humanidade surpreendente ao personagem, porém a motivação navega numa zona cinza não chegando a ser um clichê vilanesco porém fora da aproximação do público como em Killmomger, vilão de “Pantera Negra”. Trata-se de uma ameaça crescente, assim como a qualidade do próprio vilão aumenta durante o filme, no primeiro e segundo ato você julga que realmente será encontrado um jeito de reverter o problema porém no terceiro ato é o maior crescimento do vilão, chegando ao ápice do que fora imaginado e oferecendo uma ameaça digna do esforço total de toda a equipe.
O filme deixa incríveis brechas para a expansão do universo cinematográfico, um crescimento do cenário abrangido, levando inevitávelmente ao espaço e deixando a terra como segundo plano, em pauta também a agregação dos títulos adquiridos da Fox pela Disney o filme abre enormes oportunidades para o crescimento do selo Marvel Studios
Um filme que deixa sua marca no cinema e no coração de seus fãs, uma forte, respeitosa e inteligente marca.
Luis Felipe Rocha
Vingadores: Guerra infinita, 2018
Direção: Joe Russo & Anthony Russo

